2. Tratamento de Incontinência Urinária

Nos últimos anos, houve um aumento considerável no número de novos métodos e técnicas de tratamento relativos à incontinência urinária.

Para além de procedimentos cirúrgicos e medicamentosos, a fisioterapia tem auxiliado, de forma relevante, o tratamento das alterações nos mecanismos de retenção e eliminação de urina .

Antes de falar sobre a incontinência, é preciso entender que o controle da urina é dito “normal “, ou seja , a palavra “continência”  é usada para descrever a capacidade normal de uma pessoa acumular urina, com controle consciente sobre o tempo e lugar para urinar.

Uma mistura de factores contribui para a continência, de modo que ela não depende apenas do estado e da integridade dos órgãos específicos incluídos e dos tecidos vizinhos que são importantes, mas também , da saúde geral – tanto física como mental – da pessoa integral.

O termo incontinência é aplicado para referir a perda involuntária de urina, a qual pode causar problemas sociais e de higiene definida pela Sociedade Internacional de Continência (S.I.C.).

A incontinência urinária acomete tanto indivíduos do sexo feminino, como do sexo masculino.  Nas mulheres, é decorrente de vários factores: alterações anatómicas do sistema urinário; alterações psicogênicas; problemas endocrinológicos; tumores do sistema geniturinário; efeitos colaterais medicamentosos; traumas pélvicos; infecções do sistema urinário; obesidade; esforço físico e transtornos neurológicos, etc…
Nos homens está presente, por exemplo, após uma cirurgia à próstata e é provavelmente a consequência de um dano anatómico durante a cirurgia.

A incontinência é, evidentemente, mais comum em mulheres e o risco aumenta com a idade. Cabe às mesmas, procurarem um tratamento mais específico com a fisioterapia . A reeducação da musculatura do pavimento pélvico e da parede abdominal  torna-se imperativo no programa de exercícios atribuído a pacientes que se encontram no período da menopausa, como forma preventiva ou até mesmo curativa da patologia, além de trazer benefícios à função sexual. A conscientização da contracção do pavimento pélvico é um factor importante no desempenho sexual.

A Fisioterapia tem um papel muito importante no tratamento, tonificando os músculos do pavimento pélvico e da parede abdominal, prevenindo o surgimento de uma futura incontinência, ou mesmo, de um prolapso uterino; cistocele (queda de bexiga); uretrocele (queda de uretra); rectocele (queda de recto) e enterocele (descida da vagina fazendo-a cair ou ficar saliente ). A fisioterapia tem, ainda, como objectivo, reeducar a bexiga; intervir no pré e pós-operatório intensificando os resultados cirúrgicos obtidos e melhorar a qualidade psicológica, inclusive sua auto-estima, e a qualidade de vida desses pacientes.

A fisioterapia, de modo especial, vem a cada dia ampliando seu espaço de trabalho nesta área e associa seus esforços a outros profissionais da saúde no sentido de integrar com dignidade, pessoas à sociedade.

A equipa Lisboa Physio disponibiliza para o tratamento da incontinência urinária as melhores técnicas e métodos mundiais actuais, entre os quais destacam-se: Pompoarismo (bolas de ben-wa), biofeedback, exercícios de Kegel, Electroestimulação, Ginástica Abdominal Hipopressiva, terapêuticas comportamentais, etc…

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